Regulamentação · Grécia

Voar com um drone na Grécia: o guia da regulamentação

Atualizado · outubro de 2026 · 7 min · fontes HCAA / UAS-FRSS

1 · A categoria aberta

As fontes oficiais gregas são as mais parciais da série de guias: o mapa DAGR não é legível automaticamente, e vários pontos continuam por verificar. A página indica o que as fontes estabelecem e o que não estabelecem.

O regulamento europeu aplica-se na Grécia: a autoridade é a HCAA (Υπηρεσία Πολιτικής Αεροπορίας), que gere o portal de registo UAS-FRSS. Em categoria aberta, não é necessária nenhuma autorização; voa-se a 120 m no máximo, à vista direta ou com a ajuda de um observador, sem mercadorias perigosas nem largada — ver o quadro europeu. Segundo a FAQ do portal:

  • A1 — classe C0, ou drone de construção própria com menos de 250 g, exceto sobre ajuntamentos; a classe C1 também, minimizando o sobrevoo de pessoas.
  • A2 — nunca a menos de 30 m na horizontal de uma pessoa não envolvida; segundo a HCAA, 5 m com um modo de baixa velocidade.
  • A3 — pelo menos 150 m das zonas residenciais, comerciais e industriais; classes C3 e C4, ou drone de construção própria até 25 kg.
  • Drones sem classe: A1 abaixo de 250 g, A3 abaixo de 25 kg. A FAQ do portal UAS data este regime de 2023, a da HCAA de 1 de janeiro de 2024: as duas contradizem-se.
  • Idade mínima: 16 anos nas categorias aberta e específica; nenhuma idade mínima para um C0 em A1. Os jovens dos 16 aos 18 anos juntam ao registo o consentimento dos pais ou tutores.
  • De noite: nenhuma regra grega é indicada nas fontes consultadas; o regulamento europeu exige então uma luz verde intermitente.

2 · Zonas: DAGR e as restrições

O mapa oficial é o DAGR — Drone Aware GR, desenvolvido pela HASP (prestador de serviços aeronáuticos helénico): consulta-se sem inscrição nem número de registo, e a HCAA é perentória — se o DAGR mostrar uma restrição, o voo aí é proibido; a ausência de restrição não equivale a autorização. As restrições temporárias aparecem à sua hora de início.

  • O voo é proibido perto de uma intervenção de emergência em curso.
  • Incêndios florestais (boletim da HCAA de 24 de julho de 2025): sem voo numa zona fixada por NOTAM; aterragem imediata assim que seja detetada atividade aérea de combate ao incêndio, ou à receção de uma mensagem do número de emergência 112.
  • Um regulamento nacional de 2016 exigia uma autorização da HCAA — e do serviço competente, por exemplo o Ministério da Cultura para os sítios arqueológicos — perto de aeroportos controlados, instalações militares, escolas, hospitais e prisões, instalações de utilidade pública, sítios arqueológicos e zonas de proteção do ambiente. Este texto precede o regulamento europeu: a sua aplicabilidade atual não está confirmada.

⚠️ O mapa do Glydar não mostra a regulamentação da Grécia: o mapa DAGR prevalece, a consultar antes de cada voo — ver a cobertura, país a país.

3 · Registo, certificado e seguro

  • Registo do operador em uas.hcaa.gov.gr: regista-se o operador, não o drone. Sem inscrição para um drone com menos de 250 g sem câmara nem sensor de dados pessoais, nem para um brinquedo. Um imposto de selo de 20 €; válido por 3 anos, renovável. O número — prefixo GRC e 13 carateres — cola-se em todos os drones, incluindo os de construção própria.
  • Formação: A1/A3: curso em linha e exame de 40 perguntas; A2: autoformação prática, diário de bordo e exame de 30 perguntas. Os certificados valem cinco anos; um C0: apenas as instruções do fabricante; um drone de construção própria com menos de 250 g: nenhuma formação.
  • Seguro de responsabilidade civil: exigido para qualquer drone de uso profissional, e para o uso privado a partir de 4 kg (FAQ do portal UAS). O regulamento de 2016 quantificava garantias: o seu montante e a sua validade atual não estão confirmados.

4 · FPV e voo em imersão

A FAQ do portal UAS di-lo: para voar em FPV, pode usar-se um observador que vigie o espaço aéreo, e ele deve estar ao teu lado — ver o quadro europeu.

5 · Antes de cada voo

  • Consultar o DAGR, sobretudo no verão: restrições temporárias, zonas de incêndio, NOTAM.
  • Número de operador GRC no drone, certificado se necessário, seguro a partir de 4 kg.
  • Um observador ao lado para o FPV.
Este guia divulga e simplifica — não substitui nem os textos oficiais nem uma verificação atualizada. Em caso de dúvida: HCAA, DAGR.

6 · Sanções: o que dizem os textos

O portal UAS lembra que o incumprimento das obrigações do operador implica coimas e outras sanções administrativas segundo o artigo 153 do Código de Direito Aéreo (lei 1815/1988). Eis o que as fontes consultadas estabelecem:

  • Artigo 153: por qualquer violação das disposições sobre a exploração aérea, a circulação aérea e a segurança das aeronaves, uma coima de 10 000 a 2 000 000 de dracmas — cujos limites podem ser alterados por decisão do ministro —, aplicada pelo chefe da HCAA, independentemente da responsabilidade penal; recurso no prazo de dez dias para o tribunal administrativo.
  • Incêndios florestais (boletim da HCAA): coima administrativa, procedimento penal por entrave a um serviço público, suspensão ou retirada da declaração de exploração ou do certificado, apreensão e perda do drone.
⚠️ O artigo 153 é geral: não visa expressamente os drones. O texto provém de uma cópia arquivada de um sítio privado, não do jornal oficial; os seus montantes estão em dracmas, e nem o montante atual em euros nem uma lei própria dos drones constam das fontes consultadas. Estes são limites máximos: a autoridade aprecia. São os do texto à data de verificação deste guia (outubro de 2026) — o texto da lei prevalece, não esta página.

7 · A tua responsabilidade, e o que faz o Glydar

O Glydar informa; não dispensa de nada. Este guia reúne fontes oficiais mas não é uma fonte oficial, não garante nem a sua exaustividade nem a sua atualização, e não equivale a uma autorização de voo.

O telepiloto continua a ser o único responsável pelo seu voo e pela sua conformidade, como lembram as condições de utilização. Tudo o que é preciso para verificar está à mão: a cobertura, país a país, o mapa oficial e os textos citados abaixo.

Fontes oficiais

FAQ

Posso voar em FPV sozinho, sem observador?
Não, não em categoria aberta: a FAQ do portal UAS prevê um observador que se mantenha ao teu lado para vigiar o espaço aéreo.
Posso voar no verão, apesar dos incêndios?
Não numa zona fixada por NOTAM, e é preciso aterrar imediatamente se for detetada atividade aérea de combate ao incêndio ou se o 112 enviar uma mensagem. Ver a secção Zonas.
O Glydar mostra as zonas da Grécia?
Não. O mapa do Glydar não mostra a regulamentação da Grécia — ver a cobertura. A consultar antes de voar: o mapa oficial DAGR.
O que se arrisca em caso de infração?
Coimas administrativas da HCAA — o montante atual não foi encontrado —, e, em zona de incêndio, a apreensão do drone. Os casos e os seus limites estão na secção Sanções.
Existe uma categoria específica? Porque é que este guia não fala dela?
Sim: as operações mais arriscadas exigem uma autorização de exploração da HCAA antes do voo. O Glydar não a trata: dirige-se a pilotos que voam sobretudo por lazer, ou seja, em categoria aberta, e mais vale um guia curto e verificado do que um guia aproximado sobre um regime mais complexo. O guia oficial é o da HCAA: os drones e a categoria específica.
Este guia chega para voar em conformidade?
Não: divulga e simplifica a categoria aberta e remete para os textos, e as suas fontes gregas são parciais. A responsabilidade da verificação é tua — ver a secção Responsabilidade.
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Todas estas zonas, desenhadas sob as tuas hélices.

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